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Archive for março \17\UTC 2010

Imagina para que te quero…

 

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KY - Quando os opostos se atraem

 

P.S. – Tílulo dado ao desenho:
Quando os opostos se atraem…”

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Vagina, para que te quero?

 

KY - Vagina-Flor

 

Há quem faça até poesia [inclusive, yo] e contemple de forma bastante familiar este CANAL ENFADONHO. Igualmente, para as suas circunvizinhanças “obscuras” e lisérgicas, são feitas músicas inspiradoras. Não que seja tedioso, difícil, ou provoque-me nojo ou cegueira falar desse assunto. Pelo contrário, eu arguto admiro e exponhá-lo-ei! Por elas, fico estupefacto (neste contexto, chega a ser eufemismo de boquiaberto) e jamais tenho ojeriza. Afinal, não sou nada misógino! Pois vejo a subtileza da vagina que me embaraça tanto, mas me deixa ser presa… tão docilmente.

E que as mulheres são insidiosas, nós homens nenhum pouco inocentes – sabemos disso. Aprendemos a priori. Para ser franco, percebemos facilmente ao redor se uma mulher casada está preparada para nos infligir um bote, e se este foi grilheta e, de maneira contingente, se proveio da falta de atenção do seu parceiro. Analisamos a fundo! Para o caso de querermos nos tornar o seu novo provedor de prazer… Fazendo-nos ser a procela de um incêndio, enquanto ela se encarregaria de trazer o nosso gazebo e acender a cancela.

KY - Cucú “11% das brasileiras já ciscaram em outras freguesias. É mole? Bem…” (¹)

“Fizemo-nos ser traídos por algum motivo?”, é o questionamento dos atraiçoados quando tudo acontece. Mas também… quem nunca traiu? Ou pensou um dia? Por vileza, travessura… não importa o nome, todos, homens ou mulheres, correm sérios riscos de ser surpreendidos. Neste caso, tanto sofrendo pela traição, como sendo apanhados em flagrante delito. No entanto, não é uma generalização nem uma confissão minha de adultério. Tampouco sou matrimoniado. Além do mais, sempre me pergunto se isso procede, se é assim mesmo. Não tenho título de perito na arte do amor e, muito menos, da safadeza. Esteja claro!

Só que quanto mais me atento aos detalhes e perfeccionismos das fêmeas – até mesmo o da felonia -, mais me encanta a grande preocupação que as mulheres têm em relação às suas vaginas. Elas se preocupam com o formato, com o tamanho, com a aparência, com o cheiro, com a profundidade. Exatamente como nós fazemos com nossos instrumentos de guerra, desejando que estes revólveres sempre fiquem em ponto-de-bala, quando estimulados. “Entre e fique à vontade”, é o que precisamos ouvir, literalmente! Só não devemos ficar à vontade demais, para não acabar antes do tempo [risos].

Nos deixamos a mercê do deleite, totalmente esperançosos pela atitude antropofágica da vulva. Tem quem diga que esta seja a própria tampa da boceta de Pandora. Só que, no caso nosso, de seres másculos interessados em abri-la, o que viria dela seriam somente coisas boas! Totalmente o oposto da mitológica historieta.

Enfim, digamos que “as mulheres são tinhosas, um pouco egocêntricas e querem as coisas exatamente como querem as coisas – simples assim”. Não fui eu quem disse, mas uma mulher mesmo! A Carol Toledo, que escreve mensalmente para a Revista MEN’S HEALTH – coluna Pergunte à vizinha, na edição do corrente mês.

Os homens, contudo, muitas vezes não entendem esse jeito “simples” e não sabem como agir diante delas ou como satisfazer as suas vontades “ocultas” ou abstrusas. Não é nadinha fácil! Não saber quando devemos ser agressivos e diretos, e quando precisamos procrastinar nossa ânsia, sendo mais inermes e dotados de sensibilidade, realmente provoca o nosso nervosismo. O pior é que ser direto e agressivo não significa invasivo, e ser dotado de sensibilidade e inerme não torna uma relação amorosa diuturna. São muitos os obstáculos e a oscilação (²) da mulher é constante (não é trocadilho)! E aí paira a dúvida:

Vagina, para que te quero?

 

Low. Recife, 14 de março de 2010.

__________
(¹) Trecho extraído de “Ela vai te TRAIR?” – reportagem da Revista MEN’S HEALTH de março, por Sofia Solves e Jon Axeworthy.

(²) O FATOR DOS ÓVULOS – Antes considerado a razão da loucura esporádica feminina, o ciclo menstrual pode também ser responsável pela pulada de cerca de mulheres. De acordo com o Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana (EUA), as oscilações mensais de sua parceira desencadeiam um instinto evolutivo que aumenta o desejo, com foco em parceiros sexuais de curto prazo. A pesquisa descobriu que as mulheres estavam mais a perigo entre o décimo e o 18º dia do ciclo, quando os níveis de estradiol, o hormônio do sexo, estavam mais altos. “O estradiol prepara a mulher para o ato sexual e a torna mais atraente ao homem”, explica a ginecologista Elisabete Dobao, do Rio de Janeiro. “Mas a mulher considera vários outros fatores antes de tomar a decisão e, se ela tiver um parceiro, provavelmente ele será escolhido para o sexo.” Portanto, use esse excesso de libido a seu favor e seduza-a.

 

 

 

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Sem Receios

 

Fechando com chave de ouro a minha homenagem para com as mulheres, eis que escrevo esta 5ª postagem, de uma forma um tanto calorosa. Não preciso dizer nada, imaginem apenas aquela situação narrada em prosa no artigo “Semana da Mulher”, sendo agora escrita em versos. E a mulata daquela cena [Não que eu tivesse, naquela ocasião, mencionado a cor da sua pele. Mas a imagem acusava isso…] sendo vista, em diante, como uma belíssima galega (loira):

 

SEM RECEIOS
Por Thúlio Jardim, em 20/01/2009.

Minhas mãos acariciam teus seios,
teu ventre, tuas anca e coxas,
tuas nádegas…

E beijo tua nuca, teus cabelos áureos,
teus ombros frágeis e essa sua barriga
tão magra…

E teus lábios, agora vejo,
ofertados aos meus…
tão famintos dos seus…

Nossas línguas se entrecruzam…
Minhas mãos trêmulas são dadas as suas…
tão seguras…

Seus pêlos, como plumagem revoltada de andorinha,
quando vou passando os dedos, demonstra
que o carinho se faz bem recebido.
E continuo com minhas carícias…

Te olho nos olhos, te murmuro
palavras no ouvido. Que arrepio!
Você não se contém e quer mais…

O meu perfume forte se mistura
com o seu cheiro delicado,
numa combinação perfeita,
que inebria, embriaga!

E você (é) tão linda…
com uma maquiagem no rosto
lilás.

E, aos poucos, nos desfazemos
de nossas peças de roupa,
bem devagar…

Nossos corpos unidos neste enlace,
nesta hora, nós ofegantes,
respiramos sensualidade…
que eu mais atento chego
a escutar seu coração palpitante…

E depois, é quando olho
estes seus pés lindos, minha virgem!
E me quedo ali feliz e calado.
Tocando-os suavemente…
suavemente…

Vejo, confiável, que seus olhos brilham,
nesta ocasião, a estalar como as faíscas
que ressaltam da madeira a arder ou como
o sal que se deita no lume.

Que visão, oh meu Deus!
Não me acostumo!

Entre sussurros de amor,
aproveito e ajeito na testa
a sua melena. Minha pequena!
Quanto cuidado! Quanto amor!

Com desvelo e sem malícias,
nos entregamos por completo
um ao outro, abraçados,
sem receios…

Que coisa amena! Mas quanto ardor!
Que queimo!

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Incesto

 

Ela é minha mãe biológica e faz aniversário hoje, 12 de março de 2010. Apesar disso, só vim a conhecê-la no ano de 2000, quando comecei a freqüentar aulas pelo ensino médio (na época, ainda chamado de 2º grau). A irmã dela – que é minha amante – também apaga suas velinhas nesta data, sendo dois anos mais velha que aquela, e tendo sido apresentada a mim num carnaval durante o mesmo ano de 2000. Falo aqui de um incesto, que não repreendo nenhum pouco, e espero que vocês compreendam e respeitem este meu caso, já que é duradouro…

Na verdade, isto que vos falei é a forma deu manter aqui a promessa que fiz de, nesta semana inteira, homenagear “apenas” as mulheres, estendendo a data referente ao Dia Internacional da Mulher e instituindo a semana da mulher! Não sei se vocês notaram, mas estas duas mulheres acima referidas não são comuns, isto é, não são de carne e osso. São de terra e concreto, ladeiras e prédios. Como? Não entenderam?! Então, também não sabem o que é uma prosopopéia? Não estão percebendo, ainda, que aqui estou a discorrer das cidades-irmãs pernambucanas Recife (a minha cidade natal) e Olinda (o meu amor)??? Neste dia, por convenção, a primeira completa 473 anos; a segunda, 475.

Nas duas cidades a data será lembrada com uma série de eventos: shows, atividades esportivas, desfiles de escolas de samba e clubes carnavalescos, corte de bolo e o tradicional “Parabéns para você”. Muita gente, porém, acha estranho como duas cidades independentes façam aniversário no mesmo dia, com exatos dois anos de diferença. Como é possível?

Segundo o historiador Leonardo Dantas Silva, a data de 12 de março é uma convenção, baseada no mais antigo documento histórico que menciona a existência de Recife e Olinda. Não se sabe o tempo da fundação de Olinda, dest’arte; sabe-se que o povoado prosperou tanto, que em 1537, já estava elevado à categoria de vila. Em 12 de março de 1537, Duarte Coelho enviou ao rei de Portugal, D.João III, o Foral – carta de doação que descrevia todos os lugares e benfeitorias existentes na Vila de Olinda. Nas praias, a vila foi fortificada para a defesa e do alto das colinas se expandiu em direção ao mar, ao porto e ao interior onde ficavam os engenhos de açúcar.

A questão da fundação do Recife, aleatoriamente atrelada à fundação de Olinda por força do chamado foral do donatário Duarte Coelho, datado de 12 de março de 1537 como dito, comprova que a História está cheia de equívocos e distorções, “carapetões” na linguagem de Oliveira Lima, adredemente “plantados” para confundir a realidade histórica.

O fato de ser mencionada no referido documento “a ribeira do mar dos arrecifes dos navios”, a restinga de terra à beira-mar naturalmente adequada para servir de porto seguro à navegação entre a capitania e a metrópole, nada tem a ver com a fundação do Recife propriamente dita. Trata-se, é claro, de simples menção de um relevo do solo como tantos outros existentes à época da fundação de Olinda que, segundo pesquisadores, deu-se dois anos antes, em 1535.

Como os historiadores são unânimes em considerar que Olinda nasceu antes, decidiu-se, por consenso, atribuir a Olinda a mesma data de aniversário, com dois anos de antecedência. A verdade é que as duas cidades já existiam antes dos respectivos aniversários.

Ah…
E morar em duas cidades litorâneas como estas, de belezas naturais e contrastes sociais marcantes, é bastante encantador. Têm praias abundantes, cultura em ebulição, povo cordial e história, muita história! As duas aniversariantes do dia têm muitos atrativos realmente, muitas paisagens coloridas e muitos sabores que mexem com a mente de turistas e dos moradores também.

OLINDA foi no passado a principal cidade de Pernambuco, ainda no período das capitanias  hereditárias, perdendo este status para Recife. Hoje, apesar de ter perdido o brilho econômico, Olinda é famosa mundialmente pelo seu carnaval, por suas ladeiras históricas, casarões e igrejas. Não é a toa que a cidade foi declarada pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Vale-se ressaltar que os blocos carnavalescos originaram-se dos presépios, pastoris e ranchos de reis e tinham o intuito de dar oportunidade às mulheres de participarem do carnaval de rua.

O sentimento por Olinda é revelado de muitas formas, é inconfundível. "Na verdade, a imagem da cidade é inspiração para todo tipo de artista, desde o escultor, o pintor, o artista plástico de modo geral", afirma o artesão Ademir Sá. “Com certeza, Olinda está no coração”.

Do coração direto para um pedaço da casca de madeira de cajá, no qual é retratado o mar, o farol, o colorido do casario, o homem da meia-noite que interrompe a paz das igrejas seculares. A turista Elisângela Vieira não deixou a lembrança passar. “Eu vou levar pra casa, para o lugar tão longe onde moro, no Rio Grande do Sul”, conta. “Em um pedacinho de madeira, fica uma lembrança para a vida inteira de tudo o que a gente viu aqui”, acrescenta.

A paixão pela cidade costuma ser assim: imediata, à primeira vista. Mas o amor é diferente. Surge devagar, com a convivência. Talhado pela paciência de quem aprende a descobrir o outro, como o artista plástico Manu de Olinda. “Eu que nasci e fui criado em Olinda já conheço todos os pontos da cidade, então é fácil memorizar e fazer peças retratando”, diz.

Peças que traduzem a alegria, a riqueza, a religiosidade e o colorido de um lugar que parece uma obra de arte – impossível resistir. “Não tenho pretensão de sair da minha cidade, gosto demais, cada dia me inspiro mais aqui”, garante o artista plástico Lula de Andrade. E faz o desejo: “Feliz aniversário, Olinda!”.

RECIFE, por sua vez, é atualmente a principal cidade do estado de Pernambuco. A “Veneza Brasileira, Cidade Maurícia, Capital do Nordeste” conta com sua pujança baseada especialmente em serviços, tal que oferece ampla variedade de shoppings, universidades e prédios históricos, com destaque para o bairro do Recife Antigo. É uma cidade de grande concentração populacional, onde predominam bairros e comunidades populares. É um local referência no nordeste em diversos setores como saúde, comércio e tecnologia da informação.

Recife mexe com a imaginação dos visitantes e, principalmente, de quem mora aqui. Gente que consegue apreciar todo o sabor da capital pernambucana. A urbe tem gosto de quê…? De camarão? Do caldinho, dos bares e das rodas de amigos? A cor, o cheiro, tomando conta dos mercados de São José, de Casa Amarela e da Madalena? Os coqueiros, o sol, o mar, as praias do recife! As padarias onde o dia começa para milhares de recifenses.

O gosto doce das celebrações e datas importantes. O Recife do Galo da Madrugada, dos festejos juninos, do ciclo natalino, das ruas lotadas durante as festas da padroeira e do Morro da Conceição, do aniversário de 473 anos. E aniversário traz gosto de bolo. Não qualquer um, porque também não pode ser achado em qualquer lugar: o bolo de rolo. “Ele é tradicional em Pernambuco e com certeza vai representar muito bem o aniversário do Recife”, garante a balconista Chimenes da Silveira.

Apesar dos problemas inerentes a quaisquer cidades grandes, Recife e Olinda possuem um charme característico de cidades históricas. “O presente que não esquece o passado”, as tradições e as raízes culturais lembram isso. E, neste 12 de março, nem é precisava eu dizer que minha saudação especial era para estas duas coisinhas lindas!

 


Referências:

http://portalolinda.interjornal.com.br/h…
http://www.folhape.com.br/folhape/materi…
http://www.meus365dias.com/2010/03/recife-e-olinda-festejam-mais-um-aniversario-em-2010.html


Para saber mais:

http://www.horadobrasil.net/index.php?option=com_events&task=view_detail&agid=145&year=2010&month=3&day=12&Itemid=37
– História do Recife e Hino da Cidade: http://www2.uol.com.br/JC/sites/recifeolinda2007/historia_recife.html
– História de Olinda e Hino da Cidade:  http://www2.uol.com.br/JC/sites/recifeolinda2007/historia_olinda.html


Vídeos legais:

– Recife/piano: http://www.youtube.com/watch?v=lFCQ5rGTVOQ

– Olinda/violão: http://www.youtube.com/watch?v=Dsi1_gcL1bs


Programação para hoje:

A programação começa logo cedo e se estenderá até a madrugada, com os shows de diversos artistas, no palco armado em frente à Prefeitura de Olina e no Marco zero (Recife Antigo). Clique aqui e confira a programação.

Veja  mais à respeito: 

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Doido de Amor

 

Este é o 3º artigo em homenagem à

Semana da Mulher,

quando me desvio um pouco do foco deste blog, expondo poesias com temas voltados em mulheres ou baseadas em questões de amor ou de apego por elas. É um desvio irrisório e, dependendo do uso das palavras, bastante merecido! É o que eu tento… nem sempre acerto… Mas não desisto.

Vamos lá, então:

 

KY - Doido de Amor 

DOIDO DE AMOR
Thúlio Jardim, 07/09/2007.

Eu sou doido
Doido eu…
Não deixo de ser
As mulheres me encantam
Me fazem de bobo
Eu fico louco
E não é pouco
Sou muito louco
Louco não deixo de ser
Atiro pra tudo que é canto
Canto qualquer uma que vejo passar
Mas a minha mira é muito ruim
Todos os tiros se perdem no ar
Meu Deus, por que me abandonastes?!
Isto foi tiro pela culatra
Meu Pai, meu coração não agüenta mais
Acho que vou é morrer
Não vai, oh meu Pai,
Não me deixe
Tanto sofrer…
Meu Pai, pelo amor de deus,
Deixe para mim só amor
Eu já não agüento, pois,
Tanta dor…
Me traz, por favor, alguém
Que me complete
Não me traz alguém que
Me trate como chiclete
Que me mastiga e me cuspa
Me pisa ou me chuta
Me traz alguém…
Que me trate bem
Que não me maltrate
Que me tire deste martírio
Que me dê um trato
Que me faça um agrado
Que seja louca, uma mulher…
Muito louca, totalmente louca
Toda doida, completamente doida

Maluca por mim!

_________________________________________

 

Aproveitem e escutem essa música, combina com o que escrevi, em parte:

Notem que, quando o vídeo está nos seus 3:26, aparece a palavra “GOTHIKA”. Parece mensagem subliminar, mas esta é uma propaganda bastante direta do Filme de terror/mistério de mesmo nome. Cuja sinopse e trailer vocês podem ver aqui. A versão em espanhol do trailer é boa e também muito bem-vinda, eu recomendo!

 

KY - Olhos Azuis

 

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Semana da Mulher

 

Dando prosseguimento ao artigo anterior, sobre o Dia Internacional da Mulher, eis que resolvo instituir a

Semana da Mulher.

Estendendo a celebração, mesmo embora saiba que o tema “não bate” muito com o que se dispõe a tratar este blog. No entanto, a fuga é pequena e compreensível. Já pensou se, além da distância da minha amada, eu tivesse uma atitude indiferente neste momento? Seria um rato ou covarde. E as penas que poderiam advir por conta disso? Incalculáveis! Se fosse contigo, sabendo-se disso, o que iria fazer? Enumerando-se, ainda, que um dos castigos provavelmente seria a abstinência do sexo ou, quem sabe, o risco da apatia (ou de uma tapa bem dado) justo daquela que é a mulher de sua vida!? [Que pode ser mais de uma, usei o singular por convenção. Pois eu mesmo tenho duas: a já referida e a minha querida mamãe]

Pelo que eu disse, ainda que em litotes, e por outros muitos motivos mais fortes, além da minha admiração pessoal pela figura feminina, reservei a esta semana uma atenção especial a elas, com poesias ou prosas poéticas. Vou começar com uma feita ontem, e intitulada “Um Ser pro Outro”. Amanhã ou depois, até finalmente o próximo domingo, será terminada tal homenagem. Não que eu não quisesse continuar, mas porque não há razão de acrescentar o que já evidencio tanto.

 KY - Semana da Mulher

Um Ser pro Outro.
Thúlio Jardim, 09.03.2010

À minha amada,

woman, mujer, femme, donna, frau, mulher. Não importa o idioma, não importa o país. Em qualquer lugar do mundo, mulher, você é sinônimo de amor puro e leveza. Canção suave, fé, força e coragem. Tal que me protege e ainda faz melodia que me abate. Por isso, eu te amo tanto, sabia!?… e quanto amor!!! Que maior não há outra certeza. Que ultrapassa noites e dias. Você é a interminável belezura! Foi, no meu coração, tão certeira. Eu digo isso, apesar da minha normal curteza. Tu és MINHA!!! Ah, me aguarde… És toda alegria que eu continha e não conhecia… tamanho alarde! Até me sentia inseguro, pois você para mim parece muito, e eu não sei se tenho direito.

Mulher cortês que eu cortejo, não sei se mereço… mas quero curti-la. Deixar de lado minha cordura, se você me ensina. Conheço que tens muito apuro, coisinha linda! Então, eu clausulo isto, você assina… para sair comigo desta clausura – oficina do diabo – não combina contigo, menina pura! Assim como o claustro é exagero. Aprôo praí, esqueço da praia e da zona. Lambo teus pés, feito um anjo caído ao chão. Para que não ales, como aivão. Eu quero você próxima, para ser teu guardião. Cobrir-lhe de proteção, com apelo pro colchão das minhas asas – pêlos de Velocino.

Mulher nada açordinha, tira-me a acedia. Vem com velocidade, açodar-me de tesão o coração. Dá-me o cabeço na sua fortaleza, para o começo da minha firmeza, e serei rochedo lançado nas vagas da lassidão… sem nenhum tédio, sem sacrilégio. Mas te assédio, sou sequioso. Desejo-lhe das mãos aos mento, palato, beiços e pescoço… Aí que gostoso! Careço demais deixar de ser tímido, lançar no ar esta dor que me abaúla e me tira a paz. Faz tempo demais… Que, inclusive, a quem está perto, amofina. Desgraça-me a mim, e para os outros são as maiores disgras.

Desconheço alguém mais feliz do que o contíguo a ti, sorriso num instante se faz estonteante… enquanto te fita. Mesmo parecendo ditério, esta falta de retorno. Alguém com mais ardor ou amor mais do que eu, que para conter se precisa de uma jaula; se há, é ignoto de todos! Ou está para nascer. O fato é que o meu sentimento é maior, que o futuro, que o tempo que foi tanto, esperando-te, confiante. Fora maior que tudo, confinado a sete chaves, sitas no peito, cito pro mundo! Não há coiso agora neste mundo, que tendo igual sentimento confiado a alguém, que não se sabia sequer a quem, quando te viu… foi mais ditoso. Suspirou fundo, transpirou rios… Depois se decidiu, na manha, num simples ‘psiu!’… se fez ser visto. E, ainda, nem era o amanhecer.

Foi coisa pouca, mas suficiente para a paixão profunda. Exatamente quando o findo absurdo da solidão fez-me verter lágrimas de encanto, ao ver o ser completo se formando: debaixo d’água, era ela e eu… retirando ao mesmo passo, passo a passo, as peças de roupa. Não era reflexo meu, era mergulho no diáfano, não era ilusão, era um banho de alegria neste buzico lesão. Pois estava bobo, na claridão dos meus olhos, em meio àquela escuridão. No momento em que se impôs a maior contradição, ao se exterminar uma das propriedades da matéria, na mais elevada coesão! Logo empós ver você e eu, eu e você… nós dois a dois, nós dois a sóis… ao léu sob os lençóis da lua mais alba… na cacunda do oceano, de ondas ufanas e iracundas… provando sal antes do sol, sentindo um do outro o albafar do fanatismo e, depois, da voz repleta de brandura. Voltados exclusivamente um ser pro outro, já sem lufa-lufa… fomos os fãs da afabilidade – tão vultosa luz. Justo quando, nus… tornamo-nos ‘NÓS’!”

 

Thúlio Jardim. 2º artigo, Semana da Mulher.

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O Dia Internacional da Pessoa

 

Um filme sem SEXO. Feito para o Dia Internacional da Mulher, desejando que ele fosse para o

Dia Internacional da Pessoa

 

Aguarde, o artigo completo está sendo redigido…

 

Clique na imagem para “ler” o anúncio do vídeo.

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