Feeds:
Posts
Comentários

Archive for maio \29\UTC 2010

 

As teorias de Charlie Robert Darwin sobre o Evolucionismo não estavam baseadas no atual cenário da seleção natural e sexual [isto salta à vista]. Todavia o referido naturalista britânico, que em 2009 fez bicentenário de nascimento, era consciente disso – pelo menos em certos termos. Por saber que muitos antes dele tinham sido severamente punidos por sugerir idéias semelhantes a de suas teses, ele as confiou apenas para amigos próximos e continuou a sua pesquisa tentando antecipar possíveis objeções. O que nada me impediu de estar expondo as minhas neste artigo.

Em seu livro de 1859, "A Origem das Espécies" (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), Charlie Darwin introduziu a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural. Esta se tornou a explicação científica dominante para a diversidade de espécies na natureza. O que gera mais intriga da minha parte, mas não por sua pessoa, apenas por discordância de idéias simplesmente. Primeiro, porquanto não se poderia jamais ter com prevalecimento o pensamento de que a diversidade atual é fruto exclusivamente da seleção natural e sexual. Depois, por que a unicidade, a identidade (em oposição a variedade), não seria o resultado de uma possível evolução? [Veja figura ao final desta postagem]

KY - RevoluirAlém do mais, acho a palavra Evolução uma opção muito ruim de se sugerir a tais teorias. Como o futuro nem sempre é bom, como nós podemos nem sempre nos aperfeiçoar, talvez pior, nos rebelar! Revelar a péssima escolha feita é algo que enfatizo aqui. Afora tudo isso, convenhamos: ele tinha muito a fazer, mas apesar de se empenhar em divulgar o que pensava, optava em trabalhar secretamente. Não que ele estivesse de todo errado, haja vista que comentei sobre possíveis represálias. No entanto, cientista que é cientista que se preza não deve ter medo de estigmas ou labéus. O desdouro acontece com qualquer um, seja muito conhecido ou não, seja algo merecido ou não, bastando-se estar vivo.

“Dito isso, muito me impressiona ele ter recebido os prêmios de Medalha Real (1853), Medalha Wollaston (1859) e Medalha Copley (1964).

Charles Darwin é um paradoxo moderno. Não sob a ótica da ciência, área em que seu trabalho é plenamente aceito e celebrado como ponto de partida para um grau de conhecimento sem precedentes sobre os seres vivos. Sem a teoria da evolução, a moderna biologia, incluindo a medicina e a biotecnologia, simplesmente não faria sentido. O enigma reside na relutância, quase um mal-estar, que suas ideias causam entre um vasto contingente de pessoas, algumas delas fervorosamente religiosas, outras nem tanto.

“Só um em cada dois americanos acredita que o homem possa ser produto de milhões de anos de evolução.”

Até mesmo na Inglaterra, país natal de Darwin, o fato de ele ser festejado como herói nacional não impede que um em cada quatro ingleses duvide de suas idéias ou as veja como pura enganação. Para investigar a razão pela qual as ideias de Darwin ainda são vistas como perigosas, é preciso recuar no passado.

Quando o naturalista inglês pela primeira vez propôs suas teses sobre a evolução pela seleção natural, a maioria dos cientistas acreditava que a Terra não tivesse mais de 6.000 anos de existência, que as maravilhas da natureza fossem uma manifestação da sabedoria divina. A hipótese mais aceita sobre os fósseis de dinossauros era que se tratava de criaturas que perderam o embarque na Arca de Noé e foram extintas pelo dilúvio bíblico. A publicação de A Origem das Espécies teve o efeito de um tsunami na Inglaterra vitoriana. Os biólogos se viram desmentidos em sua certeza de que as espécies são imutáveis. A Igreja ficou perplexa por alguém desafiar o dogma segundo o qual Deus criou o homem à sua semelhança e os animais da forma como os conhecemos. A sociedade se chocou com a tese de que o homem não é um ser especial na natureza e, ainda por cima, tem parentesco com os macacos.

Nietzsche, um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna, dizia em uma de suas frases contundentes: “Os macacos são demasiado bons para que o homem possa descender deles".

Havia, naquela época, compreensível contestação científica às novas ideias de Darwin. Apesar de ter reunido uma quantidade impressionante de provas empíricas, ainda restavam muitas questões sem resposta. Quanto a seu livro, o primeiro exemplar a sair da gráfica foi enviado a sir John Herschel, um dos mais famosos cientistas ingleses vivos em 1859. Darwin tinha tanta admiração por ele que o citou no primeiro parágrafo de A Origem das Espécies. Herschel não gostou do que leu. Ele não podia acreditar, sem provas científicas tangíveis, que as espécies podiam surgir de variações ao acaso.

Pressionado, Darwin disse que, se alguém lhe apontasse um único ser vivo que não tivesse um ascendente, sua teoria poderia ser jogada no lixo. O que se encontrou em profusão foram evidências da correção do pensamento de Darwin em seus pontos essenciais. Hoje, para entender a história da evolução, sua narrativa e mecanismo, os modernos darwinistas não precisam conjeturar sobre o funcionamento da hereditariedade. Eles simplesmente consultam as estruturas genéticas. As evidências que sustentam o darwinismo são agora de grande magnitude – e, estranhamente, a ansiedade permanece e a desconfiança minha.

Também… bem evidente, o núcleo incandescente da irritação causada por Darwin tem conotação religiosa. A descoberta dos mecanismos da evolução enfraqueceu o único bom argumento disponível para a existência de Deus. Se Ele não é responsável por todas essas maravilhas da natureza, sua presença só poderia ser realmente sentida na fé de cada indivíduo. Mas isso não explica tudo.

Em 1920, ao escrever sobre o impacto da divulgação das idéias darwinistas, Sigmund Freud deu seu palpite: "Ao longo do tempo, a humanidade teve de suportar dois grandes golpes em sua autoestima. O primeiro foi constatar que a Terra não é o centro do universo. O segundo ocorreu quando a biologia desmentiu a natureza especial do homem e o relegou à posição de mero descendente do mundo animal". Pelo raciocínio do pai da psicanálise, a rejeição à teoria da evolução seria uma forma de compensar o "rebaixamento" da espécie humana contido nas ideias de Copérnico e Darwin. Será que eu estou fazendo isso?! Tamanho é o nosso orgulho e vaidade assim?

Depois de todo abrasileiramento desse blog, fica até difícil responder que não à segunda pergunta. Eu queria que a vida fosse uma Copa do Mundo! [risos]

Concordante ou não, tô pouco me lixando. No entanto, em harmonia ou defesa ao exposto, disse à revista VEJA o biólogo americano David Sloan Wilson, da Universidade Binghamton: "As grandes idéias e teorias são aceitas ou rejeitadas popularmente por suas consequências, não pelo seu valor intrínseco. Infelizmente, a evolução é percebida por muitos como uma arma projetada para destruir a religião, a moral e o potencial dos seres humanos". Além dele, com pensamentos similares ao de Freud, o filósofo Philip Kitcher da Universidade Columbia e autor do livro Living with Darwin (Vivendo com Darwin), falou: "A publicação de A Origem das Espécies destituiu a vida humana de qualquer superioridade em relação aos animais, enterrou o conceito de divindade e pôs fim a milhares de anos de irracionalidade na comunidade científica e em parte da sociedade".

Uma pesquisa publicada pela revista New Scientist sobre a aceitação do darwinismo ao redor do mundo mostrou, ainda, que os mais ardentes defensores da evolução estão na Islândia, Dinamarca e Suécia. De modo geral, a crença na evolução é inversamente proporcional à crença em Deus.

Pronto, não sou mais “ateu”!!! Agora sim eu tô brabo! [ironia]

O trabalho acima citado encontrou, também, outra configuração interessante: os habitantes dos países ricos acreditam menos em Deus que aqueles que vivem em países inseguros. Isso pode significar que a crença em Deus e a rejeição do evolucionismo são mais intensas nas sociedades sujeitas às pressões darwinistas, como escreveu a revista Economist. Ademais, devemos lembrar que a ciência e a religião já andaram de mãos dadas pela maior parte da história da humanidade (veja reportagem). Esse nó, apenas, se desatou há dois séculos [o “apenas” se aplica aqui também] e Darwin foi um dos responsáveis por esse divórcio amigável, com nítidas vantagens para ambos os lados.

Desde o ano passado, o bordão entre os criacionistas é "liberdade acadêmica". A ideia que tentam passar é que o darwinismo é apenas uma teoria, não um fato, e ainda por cima está cheio de lacunas e é carente de provas conclusivas. Sendo assim, não há por que Darwin merecer maior destaque que o criacionismo [com isso, até pactuo]. O argumento é de evidenciada má-fé. Em seu significado comum, teoria é sinônimo de hipótese, de achismo. A teoria da evolução de Darwin usa o termo em sua conotação científica. Nesse caso, a teoria é uma síntese de um vasto campo de conhecimentos formado por hipóteses que foram testadas e comprovadas por leis e fatos científicos. Ou seja, uma linha de raciocínio confirmada por evidências e experimentos. Por isso, quando é ensinado numa aula de religião, o gênesis está em local apropriado. Colocado em qualquer outro contexto, só serve para confundir os estudantes sobre a natureza da ciência.

A ciência não tem respostas para todas as perguntas. Não sabe, por exemplo, o que existia antes do Big Bang, que deu origem ao universo há 13,7 bilhões de anos. Nosso conhecimento só começa três minutos depois do evento, quando as leis da física passaram a existir. Os cientistas também não são capazes de recriar a vida a partir de uma poça de água e alguns elementos químicos – o que se acredita ter acontecido 4,5 bilhões de anos atrás.

A mão de Deus teria contribuído para que esses eventos primordiais tenham ocorrido?

Manda o bom senso que não se misturem ciência e religião. A primeira perscruta os mistérios do mundo físico; a segunda, os do mundo espiritual. Elas não necessariamente se eliminam. Há cientistas eminentes que crêem em Deus e não vêem nisso nenhuma contradição com o darwinismo. O mais conhecido deles é o biólogo americano Francis Collins, um dos responsáveis pelo mapeamento do DNA humano. Diz ele: "Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada. A Bíblia não é um livro científico. Não deve ser levado ao pé da letra". O catoliscismo aceitou há bastante tempo que sua atribuição é cuidar da alma de seu 1 bilhão de fiéis e que o mundo físico é mais bem explicado pela ciência – a Igreja Católica jamais condenou formalmente a teoria de Darwin. O Vaticano até concluiu em março do ano passado o simpósio "Evolução biológica: fatos e teorias – Uma avaliação crítica 150 anos depois de A Origem das Espécies".

O embate entre evolucionistas e criacionistas teria causado, além disso, um desgosto profundo a Darwin, que era religioso e chegou a se preparar para ser pastor da Igreja Anglicana. Esse plano foi interrompido pela fantástica aventura que protagonizou entre 1831 e 1836, em viagem a bordo do Beagle, um pequeno navio de exploração científica, numa das passagens mais conhecidas da história da ciência. Aos 22 anos, Darwin embarcou no Beagle para servir de acompanhante ao capitão do barco, o aristocrata inglês Robert Fitzroy. Durante a viagem, que se estendeu por quatro continentes, Darwin deu vazão à curiosidade sobre o mundo natural que o acompanhava desde a infância. Até a volta à Inglaterra, havia recolhido 1 529 espécies em frascos com álcool e 3 907 espécimes preservados. Darwin escreveu um diário de 770 páginas, no qual relata suas experiências nos lugares por onde passou. No Brasil, visitou o Rio de Janeiro e a Bahia, extasiando-se com a biodiversidade da Mata Atlântica – mas ficou horrorizado com a escravidão e com a maneira como os escravos eram tratados.

[Mapa da Viagem de Beagle]

Durante a viagem, Darwin fez as principais observações que o levariam a formular a teoria da evolução pela seleção natural. Grande parte delas teve como cenário as Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico. Foi lá que o senhor de costelas sempre longas reparou que muitas das espécies são semelhantes às que já existiam no continente, mas apresentando pequenas diferenças de uma ilha para outra. Chamaram sua atenção, principalmente, os tentilhões, pássaros cujo bico apresentava um formato em cada ilha, de acordo com o tipo de alimentação disponível. A única explicação para isso seria que as primeiras espécies de animais chegaram às ilhas vindas do continente. Depois, desenvolveram características diferentes, de acordo com as condições do ambiente de cada ilha. Era a prova da evolução [expressão que não gosto de utilizar, prefiro “adaptação”].

Mais recentemente, ao estudarem os mesmos tentilhões das Ilhas Galápagos, grupos de biólogos observaram a evolução ocorrer em tempo real. Os pássaros evoluíam de um ano para outro, de acordo com as mudanças nas condições climáticas da ilha. Darwin, que definiu a evolução como um processo invariavelmente longo, através das eras, ficaria espantado com as novas descobertas em seu parque de diversões científico.

Ao retornar à Inglaterra, após a viagem do Beagle, Darwin foi amadurecendo a teoria da evolução e começou a escrever A Origem das Espécies dois anos depois, em 1838. Só publicou o volume, no entanto, após 21 anos. Ele sabia do potencial explosivo de suas idéias na ultraconservadora Inglaterra do século XIX – da qual, ele próprio, era um legítimo representante. Elaborar uma teoria que ia contra os dogmas da Bíblia era, para Darwin, motivo de enorme angústia. Não colaboravam em nada os temores de sua mulher, Emma, de que, por causa de suas ideias, Darwin fosse para o inferno após a morte, enquanto ela iria para o céu – com isso, eles estariam condenados a viver separados na vida eterna. Darwin nunca declarou que a Bíblia estava errada. Manteve a fé religiosa até os últimos anos de vida, quando se declarou agnóstico – segundo seus biógrafos, sob o impacto da morte da filha Annie, aos 10 anos de idade.

Fotos: Latinstock e David Ball/Corbis/Latinstock

KY - Emma, Mulher de Darwin

O medo do inferno
Muito religiosa, Emma, a mulher de Darwin, temia que o marido fosse para o inferno. Ela dava por certo que iria para o céu e sofria com a ideia de ficarem separados pela eternidade. À direita, a casa da família, nos arredores de Londres: nela, Darwin viveu e trabalhou por quarenta anos.

Após o lançamento de A Origem das Espécies, um best-seller que esgotou rapidamente cinco edições, os cientistas não demoraram a aceitar a proposta de que as plantas e os animais evoluem e se modificam ao longo das eras. Na verdade, essa ideia chegou a ser formulada por outros cientistas, inclusive pelo avô de Darwin, o filósofo Erasmus Darwin. A noção de que a evolução das espécies se dá pela seleção natural, no entanto, é original de Charles Darwin, e só foi aceita integralmente depois da descoberta da estrutura do DNA, em 1953. Darwin atribuiu a transmissão de características entre as gerações a células chamadas gêmulas, que se desprenderiam dos tecidos e viajariam pelo corpo até os órgãos sexuais. Lá chegando, seriam copiadas e passadas às gerações seguintes. Os estudos feitos com ervilhas pelo monge austríaco Gregor Mendel na segunda metade do século XIX, mas aos quais a comunidade científica só deu importância no início do século XX, estabeleceram a ideia básica da genética moderna, a de que as características de cada indivíduo são transmitidas de pais para filhos pelo que ele chamou de "fatores", e hoje se conhece como genes. Com as ervilhas de Mendel, o processo concebido por Darwin teve comprovação científica. A descoberta da dupla hélice do DNA, pelos cientistas James Watson e Francis Crick, em 1953, finalmente esclareceu o mecanismo por meio do qual a informação genética é transmitida através das sucessivas gerações. Atualmente, os biólogos se dedicam a responder a questões ainda em aberto no evolucionismo, como quais são exatamente as mudanças genéticas que provocam as adaptações produzidas pela seleção natural. É espantoso que, enquanto continuam a desbravar territórios na ciência, as idéias de Darwin ainda despertem tanto temor.

Quanto a mim, não causa nenhum. Nem perto de um tremor; Embora eu grite: que se exploda! Traz-me apenas o torpor, no sentido da indiferença que este carrega. Não o frisson, muito embora eu adore uma boa discussão. Sei lá… tenho meu próprio ideário e regras, e não nego minha presunção. Tenho e mantenho todos, apesar de minhas idéias serem singelas e peculiares a região em que moro. Falo do Nordeste do Brasil, local onde nasci – mais especificamente do Recife de Pernambuco. Vivi a maior parte da minha história, contudo, numa cidade do sertão deste Estado: Floresta, mais conhecida como Floresta do Navio. Minha terra querida, e que penso visitar no mês do São João – coincidente ao da Copa do Mundo, ao do Dia dos Namorados, ao do Aniversário da cidadela e, pasmem, as minhas férias! Só seria melhor caso coincidisse com o aumento do nosso salário – já estamos precisando, atenção governo do estado! Esperando uma tomada de atitude imediata, ainda que isso já dure mais de um ano… Colega meu ainda acrescenta: “Bota ano nisso!”.

Honestamente, Eduardo Campos, você está realmente trabalhando no seu Palácio – sito Campos das Princesas?! Eu nunca pisei num Palácio, meu Deus! E cheio de Princesas então, hum… seria encantador. Magnífico mesmo seria se o trabalho do Brasileiro não fosse quase todo destinado para o pagamento de tributos, e nisto eu não te culpo. Pra ser mais franco ainda, e não mais desviando do assunto do Evolucionismo, crio a Teoria do “Adaptacionismo” Específico para os Habitantes da Cidade do Recife de Pernambuco do Brasil [é longo assim mesmo o título, é coisa de cientista (maluco!) :p ]. Afirmando assim uma idéia mais plausível, no meu ver. Mais sucinta e até mais diagramada, totalmente minha. Você, internauta, apenas tem de saber que jamais pus meus pés além da “Imortal” Pernambuco, salvo quando viajei à cidade de João Pessoa, no estado vizinho. Porém, é azado dizer, que passei apenas um dia, e isto não significa muito. Mas duas décadas de existência contam muito, pois não. Para um observador como eu… Ô! Se contam… Afinal, foram suficientes para eu elaborar minhas pontuais teorias, talvez exclusivas – numa figura extremamente original e regional. Observem abaixo, pois com ela encerro este artigo que já está exorbitante de longo.

 

 

 

Thúlio Jardim, 28 de maio de 2010.

 

Clique para ler os detalhes com a lupa
KY - 3000 D.C.
 Homus Pernambucocus Erecto Cornutus
 
 

 


Links recomendados:

The Complet Work of Charles Darwin Online – Site da Universidade de Cambridge, com a obra completa de Charles Darwin, desde seu trabalho sobre a teoria da evolução das espécies, cartas, manuscritos, diários até ilustrações originais.<
Revista VEJA | Popup Especial:  Trajetória da "Evolução" – Trajetória da Vida… e o caminho do homem.
Desciclopédia | Prêmios Darwin – Prêmio Darwin. Texto bastante sarcástico.

 

Veja também
Duas cartas de Darwin antecipando sua teoria das espécies
A evolução da vida na Terra (animação em Flash)

 

 

 

 

 

.

Anúncios

Read Full Post »

Vagões de Desilusão

Artigo publicado hoje, no Kara Ystúpido ®.

KY - Trem da Desilusão

 

Olá, pessoal. Sentiram saudades?!

Pois é, ausentei-me por um tempinho e deixei de fazer as postagens que tipicamente elaboro em fins de semana. Isso foi preciso, porque estava a customizar este espaço. Notaram algo diferente nele? Viram o quanto está mais brasileiro!? Então, a intenção é por motivo bem evidente: fazer homenagem à Copa do Mundo que vem por aí e ao meu Brasil, especialmente. O fato é que, também, serviu de gatilho para isso não só esta época do ano, como eu mesmo ter notado que em outros locais o Kara Ystúpido estava tão “desleixado”.

Por acaso, quando freqüentava uma das aulas do sábado, a do curso de WebDesigner, vi um problema no arranjo do plano de fundo. Eu não gosto de usar senhas em locais públicos, nem costumo tanto, mas abri uma exceção naquele dia. A imagem de fundo estava ajustada apenas para computadores com resoluções semelhantes a minha – 1024×768 –, e não superiores. Tudo visto, fiz as modificações plausíveis para evitar que o pessoal que usa principalmente a resolução de 1440×900 (com 32 Bits) tivesse uma impressão ruim desse ambiente.

Quem usa resolução como a minha, por enquanto, não tem a mesma dimensão do papel de parede. Se desejá-lo, entretanto, vir-lo na íntegra e direto da página (até que eu ajuste melhor), basta seguir estes passos simples adiante (apenas para matar a curiosidade, obviamente): segure o ‘Ctrl’ e gire a roda do mouse em direção sul. Depois de ver a belezura (que convencido!), para retomar a disposição original do blog, apenas gire no sentido contrário a roda do mouse – ainda com o Ctrl pressionado. Se preferir, clique na imagem logo abaixo, à esquerda, ampliando-a. Notem também que meu twitter está “abrasileirado” (abaixo, à direita). Como gostei muito dos novíssimos visuais, é muito provável que eu permaneça com eles (ou parte deles).


Blog ‘Kara Ystúpido’ e Twitter (Planos de Fundo)
 

 

Agora sim, estando tudo nos conformes e bem explicado, vamos à postagem hodierna:

 

Vagões de Desilusão

Thúlio Jardim, em 20/05/2010.

Pra que amar
Se no final tudo amarar?
Indo pra debaixo d’água
A paixão que era larga
Deixando de sobra a tristeza
Com toda sua carga que enfeza
E enseba o amor…

Tão amargo é o sabor
– Incisivo veneno de cobra!
Desta derrota que nos assolou
Dando ensejo ao nosso desejo
De ver morta a ínsita dor
Que se gerou dentro do peito
De um recente perdedor.

Incitador o ódio que se expulsara
Levando empuxado o ressentimento
Sem tamanho, tal qual flamejamento
Que se alastra e não se define
Cobre tudo e mais um pouco
Do caminho, empene-me!
Desviando-me para o fim…

Terrível encetadura em pulula,
No meu pensamento, assim,
São balaços de angústia, perrengues
Que se pregam em mim…
Feito reza para padres
Feito ferro no balastro
Que já estou afeito, habituado
A um trem lotado e perverso!
De vagões de desilusão e vagas
De amor ruim.


FIM

Read Full Post »

A Melhor Campanha Antidrogas

 

KY - Dunga X9

Fonte: Bola Nas Costas.

 

PS – O “X9”, texto alternativo da imagem, é devido a mesma ter sido retirada da coluna ‘Internauta X9’ do Bola nas Costas.

Read Full Post »

 

KY - Luta Antimanicomial

 

18 de maio: Dia Nacional de Luta Antimanicomial. Que, nesta terça-feira de 2010, está completando seus 23 anos. Tendo, ainda, como tema escolhido: "Solidariedade – Há em Ti, Há em Mim".

Segundo a psicóloga e presidente da Fundação Gregório Baremblitt, Maria de Fátima Oliveira, desde o início o movimento de luta antimanicomial busca o envolvimento das pessoas através do esclarecimento da sociedade sobre as doenças e transtornos mentais. “Isto porque determinadas doenças não causam preconceito na sociedade e sabemos que a doença mental está cercada de mitos e até acontecimentos reais que levam à exclusão. Para se ter uma ideia disso, 97% das pessoas com algum transtorno mental têm diferenças, mas não oferecem risco para si ou para os outros”, destaca.

A Luta Antimanicomial teve como embrião o Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental, realizado em 1987 em Bauru (SP). O encontro é considerado um marco. Nele foi realizada a primeira manifestação pública no país em defesa da extinção dos hospitais psiquiátricos. Com ele, veio a aprovação da Carta de Bauru, na qual foram estabelecidos os princípios da luta antimanicomial e a institucionalização do 18 de maio como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

Naquele momento, os profissionais recusaram o papel de agentes da exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, e inauguraram um novo compromisso em busca de uma Reforma Psiquiátrica, hoje definida por lei – impulsionada pela Carta, claro –, mas ainda em fase de implementação.

A Lei 10.216, que promoveu a reforma psiquiátrica, foi sancionada em 2001. Após 12 anos de tramitação no Congresso Nacional, o projeto de lei do deputado Paulo Delgado (PT-MG) foi aprovado. A lei dispõe, em seus artigos, sobre a regulamentação dos direitos do portador de transtornos mentais, vetando a sua internação em instituições psiquiátricas com característica de asilo.

Para Paulo Delgado, um grande motivo de comemoração é a maior aceitação social e a redução do preconceito. “Um dos principais avanços, desde que a lei foi sancionada, é a redução dos preconceitos contra as pessoas que têm transtornos mentais. Elas não precisam de internação. A sua doença não é contagiosa”, realça.

De acordo com a psicóloga e conferencista Marta Zappa, entre os principais pontos da luta antimanicomial estão o tratamento baseado no vínculo humano entre paciente e profissional, o combate à precariedade do trabalho dos profissionais de saúde e a falta de médicos, enfermeiros e servidores sociais. E, ainda, o acompanhamento das universidades diante da realidade e das necessidades das pessoas com transtornos mentais; a falta de políticas públicas que possibilitem acesso ao tratamento, cultura e emprego, e combate à injustiça social estruturada nos hospitais psiquiátricos fechados.

Para  a secretária executiva da Rede Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila), Nelma Mello, o Brasil teve muitos avanços na atenção à saúde mental, com a implantação de um novo modelo e a ampliação da participação de usuários e familiares na luta. A preocupação atual dos movimentos sociais é com a aceleração da reforma psiquiátrica no País e com o fechamento rápido dos manicômios.

“O grande desafio é conviver com dois modelos – o hospitalar e o que vem para substituir esse modelo. Hoje, temos ainda cerca de 35 mil pessoas internadas em hospitais psiquiátricos fechados. Não conheço ninguém que diga que determinado paciente foi curado no hospital ”, afirma.

Várias manifestações serão realizadas nesta terça em todo o País para lembrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. No fim de junho, de 27 a 30, ocorre em Brasília a 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental.  A última ocorreu em 2001.  A conferência deste ano terá como lema Saúde Mental – Direito e Compromisso de Todos: Consolidar Avanços e Enfrentar Desafios.

 

 

Low. Recife, 18 de maio de 2010.


Link Recomendado:

Ministério da Saúde | Plano Nacional de Saúde Mental

Read Full Post »

Como uma Sombra

 

KY - Sombra de Casal

“Não importa aonde eu vá / Como uma sombra, você sempre está junto de mim.”

(Thúlio JardimRecife, 04 de Outubro de 2007.)


Read Full Post »

Cansei de Mim!!

 

“Eu não mais luto contra o que sinto, pois já não sinto quase nada.” (Thúlio Jardim) 

 

KY - Sertão Ensolarado

 

CANSEI DE MIM!!
Thúlio Jardim, 16/09/2007.

O que há de concreto neste mundo?
O que pode realmente ser tocado
E não só sentido?
Nas minhas mãos só vejo concreto virando farelo
Pouco sinto, nada pego, tudo se vai
Eu me abstraio
Mal me sinto
Eu não me sinto parte deste mundo
Imundo domicílio
Eu me sinto em parte em estado de luto
Por me sentir morrendo…
Estou me esquecendo de tudo
Enquanto sinto um mar de dor…
Eu pobre de vida, numa dor rica
Numa podre dor
Uma dor concreta
Que me despedaçou
Uma dor cavada no meu peito
Que afundou o meu coração
Um farelo de amor pela vida
Um pedaço de mau caminho que não vou mais seguir
Eu não mais luto contra o que sinto
Pois já não sinto quase nada
Estou em um caminho esburacado
Que não consigo acimentar
Estou em um caminho acidentado
Que veio para me descimentar
Em um caminho ruim estou
Soterrado por farelos que dão espaço a restos de plantas
Que vejo se decomporem
Não vejo, depois, mais nada por ali
Só há farelos de vida
Um ar concretamente inerte, sem vida
Um sol que mata
Uma água que só é vapor
Não vejo vidas, não há uma linha de vida ali
Nem sequer uma tênue linha
Não vejo um espelho de água
Nem me vejo
Cansei!
Não estou cansado por exaustão
Estou cansado é com esta situação
Não cansei de não descansar
Cansei é de viver descansado na solidão
Cansei de mim‼
Eu parado neste lugar, sem sentir meus pés num chão firme
Acho que vou me decompor
Não sinto, neste momento, dor alguma
Acho que me vou
Acho que não há mais sentido algum
Em eu ficar vivendo
Serei parte desta paisagem
Mas não de corpo inteiro
Serei eu um farelo de nada
Serei desprovido de tudo
Serei só farelo de nada
Sobre mim concreto nenhum.

Read Full Post »

 

Boa noite, meus caros.

Vocês bem sabem como eu tenho me empenhado para oferecer-lhes conteúdo sempre atualizado. Entretanto, vez por outra eu trago “poesias recicladas”, isto é, que já havia feito em anos passados. Contudo, percebam que o nome “recicladas” remete ao fato de que eu as adéquo, muitas vezes, ao contexto presente. Ainda e sendo assim, como eu não costumo mudar a essência dos textos originais [inclusive mantendo a escrita antiga, “desrespeitando” as normas do arcordo ortográfico da Língua Portuguesa], resolvo com freqüência deixar a mesma data dos mesmos. Não vejo necessidade em apor nova data para algumas ‘segundas versões’ que se assemelham quase idênticas às ‘primeiras’.

Mas o que vem ao caso é que hoje, às 8h58, conclui um novo texto feito em homenagem àquelas que “nos pariu” – sem tom pejorativo, por favor. Não só achei que a maneira com que o elaborei era digna de elogios [sem falsa modéstia], como também os recebi. Que bom! É por conta disso que estou expondo tudo aqui. As mães merecem mais do que um dia, como já falei em mais de um momento, para serem tratadas com o devido respeito e carinho. Elas são seres excepcionais, e é por estas e outras razões [lembrando a música “Outra Vez” de Roberto Carlos – cantor que minha mãe adora e do qual tem a discografia quase COMPLETA!] que eu faço o meu discurso de veneração.

Clique para ampliar
TJ - Banheiro TJ - Setor de Trabalho TJ - Batendo o Ponto

 

Até o fechamento desta edição (veja a hora nas fotos acima), todavia, não foi possível saber se o texto que lhes apresento e que fora remetido à Secretária do Diretor-presidente do Detran de Pernambuco (órgão no qual trabalho), tinha sido entregue aos demais colegas de serviço. Apenas chegou ao meu conhecimento que Marta Rabelo – a secretária –, havia-o encaminhado ao senhor Manuel Marinho – presidente do DETRAN – para análise e possível deferimento.

Estou no aguardo, para que, quem sabe terça-feira (amanhã), eu tenha um parecer favorável. De toda forma, exponho abaixo a mensagem enviada, assim como o texto “completo” (na verdade, apenas minhas falas são expostas, haja vista que não pedi autorização à parte envolvida, para poder mostrar a nossa conversa) do pedido que fiz a Marta (clique para download), a fim de que vocês tenham a noção exata de como fora o procedimento.

Espero que gostem! Ficou um pouco longo, mas acho que não (está) cansativo.

 

Observem:

 

KY - Amor Eterno - Dia das Mães

 

QUEM DISSE QUE O DIA DAS MÃES JÁ PASSOU?
Thúlio Jardim. Recife, 10/05/2010.

Pode ter soar estranho a pergunta [“ter soar” também tem um soar estranho, não?!], principalmente numa sociedade onde as mães só são lembradas em datas específicas. Em que é preciso instituir “dias de comércio” para podermos dizer que elas existem e presenteá-las! Quanta besteira. Não digo a data, que é sempre bom ter o máximo de razões possíveis para estabelecermos um contato mais amoroso com aquela que nos concebeu. Falo de esquecermos-nos dela no íntimo, no dia-a-dia, e pior: logo no dia seguinte ao Dia das Mães.

Por isso, escrevo estas palavras singelas, mas com a mão no peito. Porque mãe tem motivos mil para merecer tal afeto, que eu demonstro. Eu fui eleito seu amor antes mesmo de dizer que a amo. E sei que não só nos momentos alegres eu a chamo pelo nome… e sou correspondido.

Também, nos mais indigestos ela esteve ao meu lado, sempre! Já fiz muitas besteiras e, no entanto, ela nunca me repreendeu de forma demente. Ela sabe que os erros nos ajudam a crescer e, igualmente, releva o que eu faço sem intenção de magoá-la. Revela assim a face bela de uma situação tida como feia ou crítica. Eu bem sei, já passei…

Lítica paixão, não há mais pura! As estrelas que banham o telhado de nossa casa, parecendo o seu ático, atiça inda mais minha “loucura”. Este sentimento parece até tortura, para quem é pai: gera ciúmes! Mas não é competição, é querer ser o centro da atenção, como o próprio nume. Estar neste posto é como ser elevado ao cume da exultação.

Sendo assim, peço a todos vocês, colegas e amigos, que rumem ainda hoje e dêem aquele abraço nela – que não deram anteontem. Pois não era Dia das Mães ¬¬. Faça o mesmo com o seu pai, senão será uma completa contradição (esperar o dia dos pais). Ou telefonem, se a distância não permitir um carinho físico para com eles, isso não reduzirá o calor das suas palavras nem o apreço dos seus genitores.

E não existe número limitado de frases para dizer que sem eles não somos nada. Não é uma realidade que não esteja a seu alcance, mesmo se o seu pai é sério ou sua mãe é uma “chata” . Amanse as feras! Afinal, há diversas formas de externar o apego, cada um de seu jeito. Mas, no final, o amor é númeno e é sempre o mesmo.

 

 

Thúlio Jardim. Recife, 10 de maio de 2010.
08h58.

 

 

Detalhe – A cor rosa das minhas fotos pode parecer afeminada, mas tudo bem, pois este texto que redigi foi para contemplar nada mais nada menos que o ser mais feminino do mundo: a MÃE.

 

« Veja o texto na íntegra »

Read Full Post »

Older Posts »