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Archive for junho \29\UTC 2010

 

KY - Bola da Morte Regressei ao Recife esta semana, dia 27, das minhas “supostas Férias” (depois explico-me…). Muito coisa rolou em Floresta do Navio, que em épocas assim, como as de São João, fica  cheia de festas e de pessoas – tornando-se tão ínvia. Só que isto é assunto dos próximos capítulos, no momento iremos discutir algo que os brasileiros amam: a Copa do Mundo.

Queria, antes da chegada do fim dela, expor um excelente artigo que encontrei ao fuçar o Diário da Foice, intitulado como “Lápides Lapidares”. Acredito que as frases escritas nas lajes sepulcrais foram feitas pela própria Morte, a qual nega que o Brasil esteja no “Grupo da Morte”. “Eu não ando com qualquer um”, brada ela.

Mas vamos parando aqui com esse jogo, deixa eu deixar de prorrogar essa partida dos jogadores (trocadilho proposital). Cedo ou tarde, todos terminam mortos de todo jeito. Restando o cansaço ou, antes, até a Morte Súbita (hoje, o jogo vai até o final… ;p – trocadilho proposital, de novo, não perceberam?). Sendo assim, iremos nos ater logo aos epitáfios de alguns dos mais envolvidos ou destacados nessa Copa do Mundo de 2010. Vejamos, pois:

LÁPIDES LAPIDARES                                                                   

Epitáfios feitos no calor do momento para um momento frio.

ESPECIAL COPA 

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Essa entrada foi publicada em 0, 21 21UTC junho 21UTC 2010 às 15:27 e arquivada em LÁPIDES LAPIDARES. Você pode acompanhar qualquer resposta para esta entrada através do feed do blog Diário da Foice. Você pode deixar uma resposta lá, ou trackback do seu próprio site.

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Surpresa…

Hoje tem surpresa… Contar-lhes-ei assim que regressar das minhas férias! Até lá (julho), fiquem morrendo de curiosidade [risos].

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Em excelente matéria publicada hoje, o Jornal do Commercio fala sobre o

Dia Mundial do Meio Ambiente.

Ressalte-se, ainda, que de 7 a 11 de junho se dará a Semana do Meio Ambiente.

Tive o disparate de copiar o conteúdo, muito embora ele esteja restrito a assinantes. Creio que é por uma causa muito nobre, e, diante disso, a gente se arrisca sem receios. Também acredito que o Jornal, de grande circulação como é em meu Estado, não se sentirá ofendido nem um pouco pelo uso da notícia – tão impecável! Meu amigo Thúlio assina (na verdade, o pai dele e seu irmão mais velho). Gosta tanto e sabe certamente da expertise positiva que teríamos, caso aquele periódico soubesse da divulgação deste artigo que está ao corrente do que há de novo, que acenou em sinal de concordância. Razão porque eu, sinceramente, dou os meus parabéns pela excelente “obra” do JC e os créditos direciono todos à equipe daquele editorial, incluso na coluna Opinião.

Vejamos quais são os integrandes responsáveis:

  • Diretor de redação – Ivanildo Sampaio
  • Diretor-adjunto – Laurindo Ferreira
  • Editora-executiva – Maria Luiza Borges

Vamos ao material: 

KY - Dia do Meio Ambiente

 

Dia da consciência ambiental

Publicado em 05.06.2010 – JC.

 

Para reclamar dos governantes providências e ações concretas, para cobrar das corporações a responsabilidade proporcional ao seu peso econômico, para levar o vizinho mais distante a uma reflexão conjunta – e para fazer a si mesmo semelhante convocação, hoje é dia de abrir os olhos do indivíduo para a situação em que se encontra o nosso meio ambiente.

A relação entre o ser humano e o mundo em que vivemos não pode ser dissociada do estado geral do planeta. O Ano Internacional da Biodiversidade, que atravessamos, é uma tentativa de chamar a atenção de todos para a importância da variedade de espécies para a humanidade, no gigantesco habitat que é a Terra. Neste contexto, o significado de mobilizações e campanhas em prol da preservação do meio natural, da conservação de ecossistemas e da busca de modos de vida sustentáveis ganha relevo, em mais uma passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, que se comemora hoje.

A amplitude de temas abordados nas manifestações de cunho ecológico sinaliza para a variedade de interesses envolvida. De um vazamento de óleo que não para de sangrar no Golfo do México à degradação da caatinga e o risco de desertificação do Semiárido brasileiro, até a poluição de rios, lagos, canais e praias nas áreas urbanas, cada vez mais pressionadas pela densidade populacional, sobretudo nos chamados países emergentes, como o Brasil, a China e a Índia.

A explosão de uma plataforma da British Petroleum no Golfo do México, nos Estados Unidos, em 20 de abril, provocou um desastre cuja gravidade tem preocupado os cientistas. Estima-se que até 160 milhões de litros de óleo por dia estejam vazando. De baleias a plânctons, é extensa a lista de espécies atingidas – sem previsão de solução em curto prazo, depois de várias tentativas de contenção. Infelizmente não se trata de caso isolado. Acidentes com navios petroleiros têm lançado ao oceano uma enorme quantidade de óleo todos os anos. A contaminação da água e a ameaça à vida marinha deve ser a tônica de muitas das manifestações alusivas ao meio ambiente no dia de hoje, tendo por alvo a maré negra nos EUA.

No Brasil, o ano eleitoral propicia a inclusão da pauta ambiental nos debates, tanto no âmbito nacional quanto nos Estados. O maior desafio continua sendo a observação de princípios de sustentabilidade para orientar o desenvolvimento econômico. A aliança predatória entre madeireiros, fazendeiros, empresários e políticos na Amazônia e no Mato Grosso não cessa de dar trabalho à Polícia Federal. O assunto está na ordem do dia no Congresso, em projeto que altera o Código Florestal, permitindo maior exploração econômica em detrimento da proteção das matas. E por falar nelas, a Mata Atlântica está em risco. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, entre 2008 e 2010, foram consumidos 20.887 hectares. O cerrado e a caatinga são ecossistemas que também sofreram perdas na sua constituição nas últimas décadas, como já tivemos oportunidade de frisar neste espaço.

Em Pernambuco, deverá ainda repercutir nos eventos de hoje a autorização, dada pela Assembleia Legislativa, por solicitação do governo do Estado, para o desmatamento de 508 hectares de mangue, 17 hectares de mata atlântica e 166 de restinga em Suape. Enquanto os protestos falam em preservação do verde, há quem busque recompor o que já foi perdido. Um milhão de árvores novas plantadas, por exemplo, faria grande diferença. A meta foi estipulada em dois lugares, por entidades diferentes. Aqui, três organizações não governamentais pretendem estimular o plantio dessa quantidade no Estado. E em Maceió, a ideia é fazer com que os próprios cidadãos cheguem ao mesmo número, que corresponderia a uma árvore por habitante, através do Disque Árvore.

Contra o desmatamento ilegal das florestas, ou pelo direito ao verde e ao transporte limpo, não importa. Seja qual for o mote, a consciência ambiental provocada deve continuar ecoando, em benefício da Terra e do cidadão planetário.

 

Fonte: JC ONLINE | Editorial – Notícias – Dia da Consciência Ambiental. Todos os direitos reservados ao ‘Jornal do Commercio’ de Pernambuco.

 

PS – Também achei bacana a customização apresentada na versão impressa do Diário de Pernambuco, desta data. “O Diário ficou verde”, dizia Julia Kacowicz em seu blog – que igualmente se apresentava com o cabeçalho esverdeado. Fica aqui a admiração que tenho por ambos os jornais!

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O яevoluciona

 

Thúlio acha que foi prolixo no texto anterior, da sexta-feira passada. No fundo, pensa que quase ninguém leu seu artigo por ser longo demais. No meu ver, isto não é verdade: já li assuntos tomados de forma tão graúda como o dele e, porém, de difícil entendimento. Enquanto no caso dele, no entanto, é muito mais facunda a leitura e simples.

Foi fácil conhecer melhor o que Charles Darwin apontava e, a partir daí, decidir-se concordante ou não em seguir aquele caminho. Meu amigo Thúlio até citou mais de 50 vezes no texto a palavra Darwin e seus derivados, e sem com isso querer tornar ninguém partidário dos ideais Evolucionistas. Apesar disso, no outro oposto, também não vi qualquer mando pelo posicionamento favorável ao do meu amigo – não tão de acordo com o do naturalista referido e glorificado por muitos ingleses.

Ainda assim, meu amigo insistiu para eu expor um novo artigo bem menor, um escrito poético dele, no qual tentaria falar usando basicamente uma palavra por verso. Foi a forma que ele encontrou de se “desculpar” pela canseira que deve ter dado a sua última escritura. O poema de agora é fecundo em interpretação, cada qual leitor construindo uma imagem própria dele, criando a evolução de uma estória que pode vir a ser fascinante.

Após construído o cenário, recomendo ler “A Revolução Explicada”, de Louis-Gaston de Ségur. É um texto muito interessante, que remete um pouco ao assunto já tocado aqui. De toda forma, ao final, exporei uns pedacinhos dele. Espero que vocês gostem!

 

KY - Revoluciona

O яEVOLUCIONA
Por Thúlio Jardim.

Cama
Colchão
Camarada
Ama
Emoção
Amarrada
Escravidão
Maneira!
Prisão
Não!
Cana
Sim!
Garrafa
Garrafada
Querosene
Fogo
Atear
Casa
Caçada
Máfia
Preso
Escravo
Soldados
Ajoelhado
Prometo
Promessa
Você
Eu
Seu
Criado
Você
Cederá
Sempre
Nunca
Fujo
Ti
Refúgio
Sempre
Persigo
Perseguida
Novamente
Erro
Perseguição
Caio
Desmaio
Acordo
Penitenciária
Revolta-me
Revolta
Revolução
Envolvo-me
Evolução
O яevoluciona
Solução
Cura
Cura-me
Coração
Comigo
Amigo
Melhor
Algemas
Ajuda
Solto-me
Cadeados
Amassados
Massa
Libertação
Carro
Contra-mão
Batida
Partida
Partido
Coração
Saudades
Infelicidade
Ela
Solidão
Coração
Tristeza
Amor
Separação
Ela
Princesa
Morrer
Coração
Revolucionar
Viver…


A REVOLUÇÃO EXPLICADA, de Louis-Gaston de Ségur (Trechos):

“(…)

Eles [os adolescentes] ingressam em um mundo que marcha à deriva, pois não há mais princípios e, desde mais de um século, a doutrina incoerente de mil falsos doutores distancia-se cada vez mais da fé e do bom senso. Eles lerão nos jornais, escutarão em toda parte tantas besteiras e mentiras que logo serão persuadidos, se não possuírem uma forte defesa. (…)


(…)

Uma revolução, geralmente, é uma mudança fundamental que se opera nos costumes, nas ciências, nas artes, nas letras, e sobretudo nas leis e no governo das sociedades. Em religião ou em política, é o total desdobramento, o triunfo completo de um princípio subversivo de toda a antiga ordem social. Ordinariamente, a palavra “revolução” possui um sentido ruim; contudo, esta regra não é sem exceção. Assim dizemos: “O cristianismo realizou uma grande revolução no mundo”, e tal revolução foi muito feliz. É igualmente verdadeiro dizer: “Num tal ou tal país insurgiu uma revolução que a tudo pôs sangue e fogo”; trata-se ainda de revolução, mas de uma revolução má.

(…)

Vista em seu sentido mais geral, a Revolução é a revolta erigida em princípio e direito. Não é somente o fato da revolta em si; em todas as épocas houve revoltas: é o direito, é o princípio da revolta que se torna a regra prática e o fundamento das sociedades; é a negação sistemática da autoridade legitima; é a teoria da revolta, é a apologia e o orgulho da revolta, a consagração legal do princípio mesmo de toda revolta. Não é apenas a revolta do individuo contra o seu superior legitimo — esta revolta simplesmente se chama desobediência; é a revolta da sociedade enquanto sociedade; o caráter da Revolução é essencialmente social e não individual.

(…)”

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