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Archive for janeiro \26\UTC 2011

 

— “Para cada ação, uma reação contrária na mesma intensidade. Ou você prefere dar a outra face?!”, Low.

— “Até hoje, inveterada e certeira, a primazia do homem sempre foi a primeira.”, Thúlio Jardim.

— “…”. Thúlio e Low, cerces, seguem em silêncio…

 

KY - No Mesmo Caminho

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As Leis em Falência

 

Este artigo é conexo com o anterior. Ajudar-lhe-á a entender melhor qual era o contexto que havia em a “Triste Lida”.

 

As leis em falência

KY - Lei Manipulável

Permanecer preso a um setor de trabalho, por mais “sensato” que possa parecer, é, quase sempre (senão, todos as vezes), um obstáculo ao crescimento, um subterfúgio da mudança, piegas pielas dos embriagados por ilusões. É a fuga do conhecimento de um novel, e é esta: igual lugar-comum. Onde não se assenta o desenvolvimento do conhecimento, que acabará estancado pela engrenagem feita de estacas no ponto exato da dor do arrependimento. Taí uma das razões do “onde”, em vez do “aonde”: a falta do avanço!

Como se estivéssemos moldando as circunstâncias exteriores a nosso desfavor, sem mover sequer um dedo. Sem nenhum medo. Entrando numa espécie de limbo emocional, ao buscarmos manter condições que não mais toam. Não é à toa que, rigorosamente, pagamos um preço incômodo pela nossa comodidade: o estorno do arranjo mental. Quantos irão adoecer ou já adoeceram?! Quantos não ficam transtornados e, apesar disso, continuam… cometendo o mesmo vício do fazer estação na alienação. De adotar nos braços um vaso de noite, vomitando-o com suas dores e lamúrias da amargura, que ecoam.

Deixamos de abrir espaço, pois, para que oportunidades diversas floresçam depois. Usamos fixamente uma armadura! Mesmo sabendo ser inútil a ostentação desta nesta nossa luta. Haja vista que o sol queima, queira ou não queira, queima. Ele usurpa às células da nossa pele por meio de uma fogueira, nesse caso figurado, advinda da Lei da Condução Térmica. Não há barreira para este temedouro alourado.

Entretanto, insistimos! Quase como uns condenados. Batendo com a cabeça na parede, atacando nossa mente com perguntas sem resposta, permanecendo… A diferença é que não impetramos a liberdade, desse jeito. E seguimos repetindo os erros, ausentes.

Abrindo e tapando buracos, administrando dor e confusão em pequenas doses semanais, na lide deletéria. A deletrear palavras como “desertando”, na maior tardança. A dançar no gelo, próximo ao báratro, resvalando em desacertos como os da “culpa”. Culpando a si mesmo, por não querer mudar de lado. Achando que o distinto possa ser mais feio ou perigoso, nunca “mais perfeito”. Como somos medrosos e lerdos! Quando fartos, agimos fátuos, como num surto. Tão-logo esse sentimento de raiva passa, a gente volta o pé para velha casa, por pura cobardia, e puro absurdo! Nutrimos os fardos, como num processo obsessivo-compulsivo. Ficamos dentro da prisão sob a condição da esperança fútil, de poder – um dia… ­– mudar algo imutável: Que os chefes comem do mesmo cocho!

Que os chefes comem do mesmo cocho é o que muitos aí, entre nós, andam dizendo… e com tamanha fidúcia. Só não sabendo que quem coxeia mais é quem se faz de cocho, e os alimenta. Somos ingênuos a ponto de acreditar que poderemos resgatar algo de bom, ao fazer isso, neles. Sonhar que o gerenciador do nosso local de trabalho poderia reparar danos causados … eita, ledo engano! Porque mesmo trazendo a pessoa de volta ao nosso convívio, no ganha-pão, parece que não notamos a bomba permanente ali, tiquetaqueando, esperando uma oscilação qualquer para nos fazer explodir. Novamente.

O problema, que essa minha lógica deixou escapar, é o fato de que tudo, invariavelmente, muda. Tudo. E o relógio às vezes falha. E a gente, tristemente, se acomoda nas garras da injustiça, em sua iteração, em seu tornar a vir. A gente não explode, como deveria; e se o faz, é explosão branda, na hora mais errada do dia. Nós deixamos tudo por isso.

Por isso, os superiores hierárquicos nos subjugam, nos exasperam, nos conspurcam e nos enterram no ajoujamento. Sem condoerem-se de seus subalternos, eles sobem em cima mesmo! E não perdem o tempo e o feitio, em seu suntuoso alojamento. Enquanto a gente que colha suor e sintomas psicossomáticos brotados do enjaulamento. Já que aqueles, ao invés de simplesmente nos permitir nascer com qualidades que encantem olhos outros, infelizmente nos dão o pior nascimento possível. Alheios ao nosso “traque”, seguem surdos, em seus esconsos e descanso esplêndidos.

Eu e você ficamos apagados, desistimos do mundo, esquecemos de observar a beleza primordial das coisas ao nosso redor. Revestimo-nos de defeitos, estagnamos voluntariamente diante de belas oportunidades. Apenas para sofrermos mais à frente ao ver nosso campo de ação cada vez mais reduzido. Geralmente porque nosso corpo, a qualidade das nossas relações ou nosso brilho natural decaiu. Perdemos a capacidade de ficar fascinados!

O que efetivamente muda, é isso: nossa forma de ver o mundo e as pessoas. Que a liberdade dada pelos líderes restringia-se àquilo que os agradava, multiplicando-se o adágio. Que os recursos humanos consecutivamente se ocultavam. Mais impassíveis, impossível! Menos plácidos, dificílimo! As leis em falência, então com cordéis e engoços, eram distorcidas e manipuladas. O nome delas, devendo ser diverso: o de falácias. Porquanto o objetivo, o mais notório: favorecer e inocentar os mais poderosos.

Afinal, o que vale é o peso das pessoas, sua “importância”, suas prerrogativas. O conjunto de direitos de um superior, em relação aos dos seus subordinados, nunca foi dímero. A balança sempre incorreu para o primeiro citado, o que manda no caso. Num total descaso, que virou regra e não veneta. Lei da rolha. Ação veemente de controle, abuso e violação de nossa mente. Invasão, colonização, pelo assenhoreamento. O que provoca, sonoramente, o meu maior enojamento. Lamentoso, lastimoso!

Sabe, senhores e senhoras, eu desabafo: têm momentos em que a corda arrebenta, pelo reteso, devido a tensão ser maior do que a gente é capaz de sustentar. E quando a fasquia do salto – meta da chefia – é muito alta, inalcançável, a vara se quebra. Em mil pedaços! Eu ainda não engoli, por exemplo, o meu fracasso nas notas da Avaliação de Desempenho em Estágio Probatório que recebi (e recorri), no mês retrasado. Eclodindo o desprezo não só por quem me avaliou, como também pelo Recursos Humanos, por ressaltar a evidente falta de treinamento dos servidores de cargos elevados.

Minha única dúvida, agora, é se as pessoas que vão ler o meu Recurso [que talvez exponha em outro artigo] têm condições de interpretá-lo!!! (Considerando a falta de siso de nossos dirigentes). Talvez fosse mais apropriado um texto não insólito: cheio de erros de semântica, de concordância, de gramática, como os que a gente encontra nos ofícios, e despachos exarados pelos nossos ilustres gestores. ¬¬

E o meu único medo é outro: jazer no mesmo setor. Afinal, já dizia o Sócrates, “não está ocioso apenas aquele que não faz nada, mas também aquele que poderia fazer algo melhor.”

 

Thúlio Jardim. Recife, 17 de janeiro de 2011.

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Triste Lida

Tenham em mãos um dicionário. O texto abaixo é curto, mas rebuscado. A razão, o sentido dele, explicarei em artigo vindouro.

 

KY - Tembé

Baixinho e mirrado,

quando ainda longe do incólume, de ser ouvido e respeitado, lançou a voz a ralhar a rata. O céu ventígeno, em gravura gris, cuspindo pingos e rajadas, balançando ráfias rapinava folhas de décadas atrás…

Volto, fulminíferos, os olhos àquela casa, tão flagelada por divisões e vendilhões, mas que nunca me vendam ou me raptam as indagações. Inculcar inculpado “inconspícuo”: meu objetivo. Incutir culpados “incontáveis” e incontentáveis, eu incontido. Venho contando tontos! Tendo dificuldades de conciliar o sono e exorcizar tantos fantasmas sem-cerimônias.

Mas separar aos poucos o joio do trigo tenho aprendido, como tédio. Até uso o ventilabro. Sendo tido valedio e venusto o meu venial.

“Continua pecando pecadinhos veniais, já que os pecados mortais já não têm ocasião nem energia” (Raquel de Queiroz, 100 crônicas escolhidas, p. 111)

Quanto aos dúbios com os quais convive na lida, estes sempre vêm com valedor astuto, recurso desumano. Dissonante lei própria: valhacouto que me desconsola, por ser por mim desconhecida; de mim, desconexa; Assim, em suma, uma descomponenda.

E, eu, vivo na tenda da contenda de um tembé. Tenso, sem estar às tenças ou às vistas de algum ser filantropo. Enquanto ausculto o coração aos saltos e sopros, aos gritos de tenalgia, saindo pela boca e voando… em direção ao aucúpio avassalante.

Triste lida, perante lira delirante.
De mim, Senhor Teantropo, tende piedade!!!

KY - Tende Piedade

 
 
Thúlio Jardim.
Floresta-PE, 1° de janeiro de 2011. Sábado.

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Sentimento Sem Semelhante

Nathalia Alvares, PARABÉNS!

KY - Aniversário de Nathalia Alvares

Quem diria que já faz um ano e mais que te conheço, guria? Quanta correria, por que passou tão célere o tempo gorila??? Onde estás?! Depressa, acelere em responder! Não espere, pois; pois cada palavra que eu expresso é visando te aprazer. Par’aonde foi, que eu não sei como deparar? O portfólio seu, qu’estou a reparar… veio a mitigar a saudade que me abona só. Mas não completamente, posto que a tristeza jamais me abandonou – nunca perime.

Como seu, sou… amigo sincero. Observo que soa estranho dizer isso! Haja vista sentir-me tanto íntimo. Que intimo você a comparecer! Não tem desculpa, inda agora te quero ver. Não dissimula!!! Contrafazer-se do que sente, adianta? Adiante-se, doravante! Ou adora a dor da saudade, da lembrança?!

Namorado seu, nem sou. Mas tenho esperança. De com o que escrevo aqui, em vista do seu aniversário natalício, trazer-lhe algum sorriso ou alívio. Ciente estou que as palavras espalham pathos e, talvez, o ciúme. Tanto na minha namorada, quanto no seu namorado – também, quiçá. Quem sabe, esteja mal me exprimindo. Imprimindo errado, tornando constituinte e cunhada minha claudicação. Deixando outras pessoas à flor da pele, chibantes ou ciadas pelo punhado aconchegante (pra ti) dessas frases – chiantes, vicejantes, viciantes! Tudo ao mesmo tempo. Apenas por aspirar, como único intento, erigir o preito e o respeito que tenho à vossa nata! Que não é de nada, perto do que mereces.

Realmente, com a vênia devida. Rememoro, hoje, não somente o seu nascimento. Tenho comigo aqueles versos escritos, com carinho, no momento em que abriu o peito para este nobre parceiro. Dissera-me estar com um sentimento indescritível. Algo não bom, na época. Um, segundo suas palavras, “sentimento sem nome”. Achei marcante a citação, naquele contexto. Anotei, mentalmente. Naquela ocasião, que guardo até hoje.

Já, já, revelarei o restante que anotei. Faço juntamente com os meus votos de saúde, sucesso e felicidades. Foram duas versões quase idênticas; com pouca diferença, o mesmo poema. De uma para a outra, mudei apenas as duas últimas estrofes. Espero que você goste! Eu as ostento no alto, em meio à oste. Oxe! Para que você veja… E isto a pergunta enseja:

                                                                 par’aonde tu fostes?

 

Sentimento Sem Semelhante
Thúlio Jardim, em 25/01/2010.

Eu sou um sentimento ambulante
Mas não compartilho nada com alguém
Não há sequer um só semelhante
E nenhum é capaz de entender
o talhe e os detalhes que ele tem.
Nem o bem… ou o mal… que ele me faz.

Sereno, altivo, encantador, como a paz,
Um anjo de saias chegou KY - Anjo de Saias
para mim, tempo atrás,
Sem saber ao menos por que ele vinha
E se um nome por acaso ele tinha
E o bom… do seu mel… para ser meu!

Céus! Não sei para quê apareceu
Se não ficaria para o festim…
Fez de mim o que quis quando eu
Lhe prometi o amor sem fim.
Quase morri… seguramente,
Chorei um alude, sinceramente,
Resisti o que pude, porém fora ilusão.

Aquele coração era meliante
Mais ainda atraente, como ninguém,
Abriu um vão no meu peito, em instantes,
Deixando-me num deprimido semblante
Quando partiu para bem longe…
E aluiu o aludel da confiança
Que demorei tanto para conquistar.

Fez vir ao mundo em mim um pranto
Que não dava para secar
Menor o mar! Menos profundo!
Que a tristeza que brotava
Naquele lugar…
Comprimindo minhas artérias
Acaçapando-me numa total inércia
Em meio ao campo da solidão.

Eu sou este sentimento não
De derrota que, na garganta nossa, entala
Da raiva que, de supetão, se instala.
Ferozmente, furor de amor eu sou!
Algo tão etéreo, cabal e abrangente
Que não se entalha nos lacínios da flor
Nem com cinzel se lavra na mente.
Doente, eu sou, de amor!

 

Sentimento Sem Semelhante (2ª versão)
Thúlio Jardim, 29/01/2010.

Eu sou um sentimento ambulante
Mas não compartilho nada com alguém
Não há sequer um só semelhante
E nenhum é capaz de entender
o talhe e os detalhes que ele tem.
Nem o bem… ou o mal… que ele me faz.

Sereno, altivo, encantador, como a paz,
Um anjo de saias chegou
para mim, tempo atrás,
Sem saber ao menos por que ele vinha
E se um nome por acaso ele tinha
E o bom… do seu mel… para ser meu!

Céus! Não sei para quê apareceu
Se não ficaria para o festim…
Fez de mim o que quis quando eu
Lhe prometi o amor sem fim.
Quase morri… seguramente,
Chorei um alude, sinceramente,
Resisti o que pude, porém fora ilusão.

Aquele coração era meliante
Mais ainda atraente, como ninguém,
Abriu um vão no meu peito, em instantes,
Deixando-me num deprimido semblante
Quando partiu para bem longe…
E aluiu o aludel da confiança
Que demorei tanto para conquistar.

Fez vir ao mundo em mim um pranto
Que, terrível, não dava para secar…
Menor o mar! Menos profundo!
Que a tristeza que brotava
– imarcescível – naquele lugar…
Comprimindo minhas artérias
Acaçapando-me numa total inércia
Em meio ao campo do tojal da solidão.

Eu sou este sentimento não… que não agrada,
De derrota que, na garganta nossa, entala
Da raiva grada que, de supetão, se instala.
Ferozmente, furor de amor eu sou!
Algo tão etéreo, cabal e abrangente
Que não se entalha nos lacínios da flor
Nem com cinzel se lavra na mente.
Doente, eu sou, de amor!


PS – Nathalia se encontra em outro país e faz aniversário hoje. Por coincidência, este blog também fez o seu neste mês! De um aninho… 😉

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